segunda-feira, 28 de maio de 2007

Bulimia(depoimentos)

Galileu: Qual seu nome completo, idade e profissão?

Peu: Joyce Cristina Peu da Silva, 23 anos, estudante do último ano da faculdade de Psicologia. Coordeno um grupo virtual de apoio e incentivo à procura de tratamento especializado às pessoas com transtornos alimentares na internet, o Grupo Sinto Muito.

Galileu: Como foi sua história com os transtornos alimentares?

Peu: Tive uma infância de insatisfação com meu corpo por ter sido gordinha e, por volta dos 14, 15 anos, tal fato começou a me incomodar mais intensamente. Passei então a evitar os alimentos mais calóricos e a praticar exercícios físicos em academia. O que de início era um comportamento saudável passou a ser algo extremamente rígido, uma verdadeira ditadura. O isolamento social e a culpa por comer qualquer "meia colher" de arroz a mais não tardaram a chegar. O interessante é que, no meu caso, não havia vômito auto-induzido, orgias alimentares nem jejuns prolongados; meu quadro era composto por uma rigidez excessiva no comportamento alimentar sempre orientado por nutricionistas ou endocrinologistas e por uma auto-imposição de exercícios físicos num nível de fanatismo. Disfarçado num caráter de "geração saúde" meu transtorno alimentar conviveu comigo despercebidamente, aos olhos alheios, por anos. Enquanto todos admiravam meu auto-controle e minha força de vontade para permanecer longe de doces e frituras e para não deixar de ir à academia mesmo sob dilúvios, apenas eu sabia o quanto aquilo me restringia e me fazia sofrer.

Galileu: Em que ponto você notou que tinha um problema?

Peu: De forma contrária a que acontece na maioria dos casos, sempre tive consciência de que a preocupação com meu corpo era exagerada e me impossibilitava de aproveitar a vida nos seus aspectos mais simples. Era inconcebível me ausentar um dia na academia mesmo que fosse para estar presente no aniversário da minha melhor amiga. Era insensato passar uma noite numa pizzaria com meus familiares em vez de permanecer em casa jantando minha comida extremamente balanceada e monitorando meu peso. Mesmo nos tempos iniciais da doença eu procurava voluntariamente textos científicos que tratavam sobre anorexia e bulimia e me identificava completamente com eles. Sabia que se ainda não tinha um daqueles transtornos, tinha muita tendência para desenvolvê-los.

Galileu:Qual foi o papel da sua família antes, durante e depois?

Peu: Mesmo quando cheguei num estágio crítico da doença, época em que estava muito deprimida e chegava a pedir que minha mãe me trancasse no meu quarto pois eu estava "demasiadamente gorda" e não queria ter acesso à comida (embora, na realidade, estivesse com um peso normal), minha família relutava em ver no meu comportamento algum problema mais sério de nível psiquiátrico. Embora eu já estudasse Psicologia e - imagino - fosse menos dificultoso se observar que aquela era uma questão "psi" e não uma simples insatisfação com o corpo, o movimento dos meus pais era o de me levar a clínicos gerais, a endocrinologistas para que estes me indicassem uma dieta que me satisfizesse, a acupunturistas e até mesmo a centros espíritas. Por insistência minha bancaram ainda alguns tratamentos em clínica estética e uma estadia num spa. Todas as ações deles indubitavelmente visavam minha melhora, mas de certo modo, por simples desconhecimento e também por ser difícil aceitar que "há algo errado na própria família", negavam-se a enxergar a seriedade do caso e a procurar ajuda onde ela efetivamente poderia ser encontrada. Minha irmã, que na época era estudante de Medicina e atualmente - não por acaso - é psiquiatra, foi imprescindível para mobilizar meus pais a me levarem aos consultórios psiquiátricos e psicológicos. A partir daí, em termos de relações familiares, a fase mais difícil começou. Meus pais sempre estiveram totalmente dispostos a me acompanhar nas consultas, a comprar minha medicação com a maior urgência possível, enfim, sempre estiveram a postos para atuar na parte "burocrática" do meu tratamento. O que foi muito mais custoso e que não chegou a ser realizado foi que eles compreendessem que também faziam parte do problema e que eu precisava que eles se dispusessem a enfrentar os conflitos familiares inconscientes que estavam sendo depositados em mim para que então pudesse melhorar. Chegamos a fazer algumas sessões psicoterápicas em família, mas a resistência de meus pais os impossibilitou de assumir sua parcela na problemática. Iam às sessões apenas porque "eu" precisava de ajuda. Considero de extrema importância o envolvimento familiar no tratamento dos transtornos alimentares não apenas para que possam lidar melhor com o problema pelo qual o membro afetado está passando mas também para que possam compreender os conflitos inconscientes que estão depositando neste. Os fatores genéticos, sócio-culturais, psicológicos e vivenciais têm sido amplamente estudados para se compreender a multicausalidade dos transtornos alimentares; no entanto, os fatores transgeracionais que dizem respeito à herança psíquica que pais passam a seus filhos têm sido negligenciados nas propostas de tratamentos atuais. Sofri uma pressão muito grande pelos meus pais para que me curasse logo e para que não me metesse a abalar o equilíbrio disfuncional de nossa família. Apesar disso optei pela minha saúde e pude ver, então, os conflitos familiares eclodirem nos seus lugares de origem. À medida que meus sintomas eram atenuados, outros sintomas diversos surgiam nos outros membros, sobretudo na minha mãe. Tive que lidar ainda com a culpa por ser "responsável" pelo sofrimento deles e tive que amadurecer muito para compreender que apenas lidando com esta situação incômoda eles teriam condições de elaborar os conflitos que não tinham sido resolvidos

Bulimia(Problemas psicologicos)

Desidratação, pele seca e amarelada, perda dos dentes e do cabelo, arritma cardíaca, problemas gastros intestinais, ausência de mestruação, infertilidade temporária por causa da diminuiçao de hormonios femininos, pressão arterial baixa, hiportermia, osteoporose.

domingo, 27 de maio de 2007

Bulimia(problemas digestorios)

Os repetidos episódios de auto-indução do vômito geram problemas noutros sistemas do corpo. Ao se vomitar não se perde apenas o que se comeu, mas os sucos digestivos também. Isso pode acarretar desequilíbrio no balanço dos eletrólitos no sangue, afetando o coração, por exemplo, que precisa de um nível adequando dessas substâncias para ter seu sistema de condução elétrica funcionante. As repetidas passagem do conteúdo gástrico (que é muito ácido) pelo esôfago acabam por ferí-lo podendo provocar sangramentos. Casos extremos de rompimento do estômago devido ao excesso ingerido com muita rapidez já foram descritos várias vezes. O intestino grosso pode sofrer conseqüências pelo uso repetido de laxantes como constipaçãocrônica, hemorróidas, mal estar abdominal ou dores.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Bulimia(Definição)

Bulimia nervosa é uma disfunção alimentar associada à anorexia nervosa, com um diferencial: a pessoa bulímica tende a apresentar períodos em que se alimenta em excesso, seguidos pelo sentimento de culpa por causa do ganho de peso. Para "compensar" o ganho de massa, o bulímico exercita-se de forma desmedida, vomita o que come e/ou faz uso excessivo de purgantes e diuréticos.

terça-feira, 22 de maio de 2007

A importancia de uma boa alimentaçao

Todos os pais desejam que seus filhos cresçam fortes e saudáveis, resistentes a doenças. Neste caso, o segredo é um só: boa alimentação. Isso, contudo, não significa comer bastante, mas ter uma dieta equilibrada e variada, e, para isso, é necessário criar bons hábitos alimentares, algo que deve começar desde a tenra infância, assim que o bebê é desmamado.
Na adolescência, o estirão ou o rápido desenvolvimento físico faz com que os jovens necessitem de maior quantidade de calorias, ao mesmo tempo que, especialmente as meninas, se defrontam com as pressões sociais que cobram um corpo mais magro. É a fase em que a aceitação pelo grupo e a forma como enxergam seus próprios corpos, passam a ter grande importância, muitas vezes deixando-os angustiados.
Todas essas alterações e acontecimentos estão relacionados diretamente à alimentação. Muitos estudos e relatos demonstram que essa é a fase das piores práticas alimentares, com os rapazes pulando refeições, comendo fora de hora e dando preferência a alimentos com muito açúcar ou a sanduíches com excesso de calorias. Muitas meninas, por sua vez, tentarão comer o mínimo possível, correndo o risco de cair em perturbações graves como a anorexia e a bulimia.
É o período em que passam a comer fora de casa com mais frequência, afastando-se dos cardápios alimentares dos pais, para adotarem as práticas do grupo. Por conta dos compromissos escolares ou de trabalho, e por conta dos encontros com a turma, o adolescente se sente senhor das suas escolhas. Muitas vezes, ele se aproveita dessa "liberdade" para fazer exatamente o contrário do que os pais insistiram para que fizesse. É uma espécie de "rebeldia" que ocorre em todo o universo do adolescente, e que não poderia deixar de acontecer com a alimentação.
Por conta desse histórico, e dos fatos que todos nós conhecemos, o adolescente mantém a fama de cultivar os piores hábitos alimentares. Nesta fase, o grupo tem muita importância. Se os amigos na hora do almoço se juntam no "dogão" da esquina (carrocinha de cachorro quente), o adolescente vai se sentir melhor comendo ao lado deles. Lambuzar a salsicha com maionese, catchup e maionese, faz parte do cardápio. E não será proibindo as carrocinhas de cachorro quente nas proximidades das escolas -ou dos locais de trabalho-, que vamos alterar as práticas alimentares de nossos adolescentes.
Se o "dogão" não estiver lá, eles vão encontrar na cantina da escola, ou nas gôndolas do supermercado, o salgadinho ou o lanche que querem devorar. Eles não precisam nem procurar muito, basta lembrar as propagandas que viram na TV na noite anterior, oferecendo todas as delícias nas prateleiras do supermercado mais próximo.
Foi graças à "fome" e à "impaciência" dos adolescentes, que trocam pratos nas mesas por sanduíches em pé, que as redes de fast-food fizeram e fazem tanto sucesso na grande maioria dos países. Nada contra esses fast-food se eles obedecessem recomendações dietéticas mínimas. Na grande maioria das vezes, eles oferecem pratos e sanduíches com excesso de calorias, gorduras saturadas e sódio, sem o suficiente teor de outros nutrientes importantes para a saúde de nossos filhos.
Por conta dessa realidade, minha sugestão é que pais e educadores não tentem mudar os hábitos de seus adolescentes discordando dos "prazeres" que a mídia oferece. Temos que mostrar alternativas paralelas, ensinando que alimentos como frutas, verduras e legumes podem ser consumidos de forma saborosa e criativa. Essa relação será menos conflituosa em lares em que as crianças se acostumaram a uma alimentação variada desde a infância.
Mas, mesmo entre os adolescentes que nunca apreciaram salada ou legumes, a importância de uma boa alimentação pode ser cultivada com uma relação paciente entre pais e filhos. O ideal é incentivá-los a tomarem um café da manhã saudável e terem um almoço completo com proteínas, carboidratos, legumes, verduras e frutas. Assim, o jantar poderá se limitar a um lanche ou a um prato leve.
Com uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos adequados, uma criança bem nutrida pode passar pela adolescência sem maiores problemas, chegando à idade adulta sem apresentar doenças como anemia, arteriosclerose e obesidade (estimativas médicas mostram que oito de cada dez crianças obesas se tornam adultos obesos).
Pesquisas mostram que quando a necessidade nutricional do adolescente não é alcançada, a altura esperada para aquele jovem não é atingida. Uma pessoa bem alimentada e nutrida dificilmente adoece, porque seu organismo tem defesas próprias e naturais contra as doenças.
Uma pessoa mal nutrida, com alimentação pouco variada, pode se tornar fraca, irritadiça, desanimada, sem vontade de trabalhar, andar, pensar e realizar atividades que dependam do esforço muscular e cerebral. Se quisermos que nossos filhos sejam adultos saudáveis, temos que cuidar de seus hábitos alimentares desde a infância e a adolescência.
Para finalizar quero dizer que impor disciplina alimentar aos filhos é uma missão nada fácil aos pais, que deve ser encarada como um desafio. No entanto, há alguns truques que podem auxiliá-los nessa tarefa. Um deles é definir um cardápio balanceado e variado para todas as refeições. Se o adolescente se recusar a comer, deve ficar claro que não haverá dinheiro para lanches e guloseimas e que só haverá alimentação na próxima refeição, sem nada para beliscar nesse intervalo.
É natural que a criança tenha preferências por determinados alimentos, mas deve-se ter em mente que a cozinha de casa não é um restaurante destinado a atender a todos os gostos. A criança pode ter opções, mas quem tem de montar o cardápio são os pais.
Outra dica é dar bons exemplos, pois não adianta beber refrigerante e pretender que os filhos bebam suco de frutas. Da mesma forma, os pais devem consumir frutas, verduras e legumes com satisfação, para que os filhos sigam o modelo. Cabe aos pais combinar informação, carinho e determinação firme. O importante é que as crianças adotem uma alimentação variada e saborosa, que trará inúmeros benefícios à sua saúde e, consequentemente, às suas vidas.
By Matheus Rômulo e Jonatan dos Santos

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Anorexia nervosa. (Problemas digestorios)

É quando o paciente se envolve regularmente em compulsões de comer seguidas de purgações durante o episódio atual de anorexia. A maioria dos pacientes com Anorexia Nervosa que comem compulsivamente também fazem purgações mediante vômitos auto-induzidos ou uso indevido de laxantes, diuréticos ou enemas. Alguns pacientes incluídos neste subtipo não comem de forma compulsiva, mas fazem purgações regularmente mesmo após o consumo de pequenas quantidades de alimentos. Aparentemente, a maior parte dos pacientes com o Tipo Compulsão Periódica/Purgativo dedica-se a esses comportamentos pelo menos 1 vez por semana.
Comparados os dois grupos, os pacientes com Anorexia Nervosa, Tipo Restritivo, são menos graves e têm melhor prognóstico que aqueles com o Tipo Compulsão Periódica/Purgativo. Esses últimos estão mais propensos a ter outros problemas de controle dos impulsos, a abusarem de álcool ou outras drogas, a exibirem maior instabilidade do humor e a serem sexualmente ativos.

By Matheus Rômulo e Jonatan dos Santos.
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Anorexia nervosa. (Problemas psicológicos)

Quando seriamente abaixo do peso, muitos pacientes com Anorexia Nervosa manifestam sintomas depressivos, tais como humor deprimido, retraimento social, irritabilidade, insônia e interesse diminuído por sexo. Esses pacientes podem ter quadro clínico e sintomático que satisfaz os critérios para Transtorno Depressivo Maior.

By Matheus Rômulo e Jonatan dos Santos.
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Anorexia nervosa. (Depoimentos)

Priscila....
"Foi muito bom encontrar este site, gostaria muito de alertar essas adolescentes que estão correndo perigo com essa modinha de anorexia nervosa. Uma doença que pegou no Brasil inteiro sem que ninguém percebesse. Comigo também foi assim, tudo começou quando meus pais decidiram passar as ferias na minha casa da praia, eu coloquei na minha cabeça que tinha que emagrecer de qualquer jeito pois como iria colocar biquíni perto dos garotos!!??. . . Como ia me divertir no meio de toda aquela multidão e todos me olhando por que me achava GORDA!!??. . . minha imaginação ia além do possível, eu pensava coisas que não era realidade, e na verdade eu nunca fui gorda, e nem magra eu era normal, tinha um corpinho legal, mais não estava satisfeita com que eu era. Os dias foram se passando e eu cada vez mais piorando, a cada dia eliminava uma coisa do meu cardápio, parei de almoçar, não comia nada e logo após as refeições eu ia ao banheiro, tentava vomitar mais não conseguia. . . Me sentia arrependida, sozinha, e achava que ninguém gostava de mim. . . me olhava no espelho e me achava a garota mais feia do mundo e que era odiada por todos, me via um elefante em frente ao espelho. . . Fiquei com trauma e passei a nunca mais olhar para o espelho (traiçoeiro) Chegava na hora do almoço eu colocava bastante comida para todos acharem que estava comendo bem, mas não, na verdade eu escondia a comida no guardanapo e jogava fora quando todos saiam da mesa. . . eu demorava uma eternidade para comer, teve dias que passei a bater a comida no liqüidificador pois ficava como um suco e não precisava mastigar. Sentia vontade de comer as coisas mais não podia pois se comesse eu iria engordar, todos os dias eu ia na farmácia e a cada dia um kilo a menos, me sentia MUITO FELIZ com isso, pois estava cada vez mais magra. Passava nas ruas e todos me olhavam e eu toda mala me achando a mais linda pois todos olhavam para mim. . . Depois de um tempo eu fiz meu pai comprar uma esteira e uma bicicleta, eu fazia 2 horas por dia, e depois disso colocava várias roupas uma em cima da outra, umas 3 blusas de lã, 2 calças, 2 meias, toca e começava a correr atrás da casa para suar bastante e perder alguns quilinhos. . . Depois de muito tempo minha mãe percebeu, e ameaçava me internar se eu não comesse. Mais como eu iria comer!? Não sentia ânimo para correr, para falar, não tinha forças nem para comer sozinha, eu andava segurando nas pessoas e subia escadas segurando nas paredes, era tudo uma loucura. Minha irmã tinha resolvido me ajudar pois eu estava a beira da morte, ela me levava nos restaurantes e comia demais até chegou a engordar 5 kilos por minha causa, eu nem comia chegava nos lugares comia uns 3 grão de arroz e já levantava por que eu pensava que se eu sentasse após a refeição eu iria engordar. Em casa eu andava com uma almofada na barriga para a barriga não crescer e isso era loucura, coisas que não tinham nada a ver. Eu estava desanimada, e estava entrando em depressão, olhava para minha mãe chorava sem motivos nenhum, tinha vontade de morrer e de viver ao mesmo tempo, sentimentos inexplicáveis. Minha mãe resolveu me levar ao psicólogo, e la eu me desabafei com ela, falei tudo o que eu sentia e aos poucos fui melhorando, eu havia emagrecido 15 kilos eu pesava 49 e tinha 1. 60m e assim me achava gorda, passei a pesar 34 kilos com 1. 60 de altura. Hoje estou com 16 anos e ainda tenho seqüelas, tenho medo de voltar com esses sintomas, mais sei que vou ser mais forte, vou lutar contra isso, pois sei que sou capaz. Eu tinha várias manias não conseguia ficar parada em algum lugar, minha maior e pior mania era arrancar os cabelos, e fazer feridas na nuca, as vezes me revoltava e quebrava tudo que via pela frente, tinha vontade de gritar paro o mundo mais sem que ninguém me ouvisse. As vezes olho pra traz e fico pensando como pude chegar a esse ponto, como pude me deixar levar por essa doença, as vezes nem eu mesma acredito que passei por isso, meus pais sofreram mais do que ninguém, minha mãe nem sabia mais o que fazer, chorava e pedia sempre a DEUS para que eu voltasse como era antes, e enfim hoje estou muito bem, me sinto uma GAROTA REALIZADA, tenho tudo o que eu amo, estou de bem com minha vida, eu me AMO, acho que estou bonita, com um corpinho legal, e todos estão felizes. Confesso que foi muito difícil eu sair dessa situação, mais fui forte e sabia que isso iria passar e eu voltaria a ser aquela GAROTINHA feliz e brincalhona que sempre fui. Esse é o meu recado para todas as adolescentes que sofrem de anorexia nervosa, a gente não percebe e quando menos esperamos essa doença já tomou conta do nosso corpo, e as vezes pode ser tarde demais para que alguma coisa seja feita, vamos acordar, e ver que tem um futuro brilhante a nossa espera, só depende de nós, da nossa força de vontade para sair desse mundo maligno . Afinal pra que isso!!? Pra que querer ser alguma coisa que não podemos ser!!? As pessoas tem que gostar de nós como nós somos e não mudar para agradar ninguém, pois comigo foi exatamente assim, o amor tomou conta e eu quiz ser a menina mais linda somente para agradar meu namorado. Cada um é cada um, e não podemos mudar o que já esta traçado. MENINAS tirem essa idéia de querer ser magra, a gente não percebe mais acabamos ficando esqueléticas e isso se torna feio, vocês estão acabando com suas próprias vidas, pensem que muitos te amam e com certeza estão sofrendo o dobro que vocês, voltem a VIVER isso é o que importa, Vivam constantemente com vontade, com alegria. Não entrem nesse mundinho BOBO, sejam vocês, pensem acima de tudo em seus familiares que estão lutando contra isso. Lute muito, para você sair dessa é difícil mais não é impossível. . . Vamos la nunca é tarde para voltar atrás. O importante é que você se sinta bem e que esteja feliz consigo mesmo. Não desistam pois tenho certeza que seus pais ficariam muito felizes pois colocaram no mundo uma estrelinha pronta para brilhar no futuro. Bjos a todas torço para saúde de vocês que tá em primeiro lugar!!!Ti cuidem, pois nesse momento o melhor é pensar em si própria, ser um pouco esgoísta imaginar que so existem vocês no mundo. . ."

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quinta-feira, 17 de maio de 2007

Anorexia nervosa. (Depoimentos)



Depoimento de uma garota de 17 anos,
Lily Allen, que vive nos Estados Unidos na California.Brasileira.





1° Depoimento.





"Isso é tudo que eu sou, estou sozinha na América de novo. Eu costumava me orgulhar de ser forte, decidida e não ser uma garota estúpida obcecada com meu corpo. Eu achava que não importava se eu era um pouco gordinha, porque eu não sou uma modelo. Eu sou uma cantora. Acho que não sou forte o bastante e acabei sendo vítima dessa máquina demoníaca. Eu escrevo pra vocês num mar de lágrimas da cama do hotel em Seattle. Eu passei a última hora pesquisando sobre cirurgia de redução de estômago e lipoaspiração a laser,mas eu tambem queria voltar ao meu estado normal.


Lily Allen. :( "

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Anorexia nervosa. (Definição)


A anorexia nervosa é uma disfunção alimentar, caracterizada por uma rígida e insuficiente dieta alimentar (caracterizando em baixo peso corporal) e estresse físico. A anorexia nervosa é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais. Uma pessoa com anorexia nervosa é chamada de anoréxica. Uma pessoa anoréxica pode ser também bulímica. A anorexia nervosa afeta primariamente adolescentes do sexo feminino e jovens mulheres do Hemisfério Ocidental. A taxa de mortalidade da anorexia nervosa é de aproximadamente 10%, uma das maiores entre qualquer transtorno psicológico.
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TRABALHO EM CONSTRUÇÃO!!!